Justiça embarga obra de edifício na zona Sul de Ribeirão

A Justiça de Ribeirão Preto embargou a obra do Edifício Cidade de Londres, localizado na zona Sul, área nobre da cidade de Ribeirão Preto. A decisão é do juiz de primeira instância Heber Mendes Batista e atendeu à ação do morador Rômulo Provinzano que levou um susto no dia 26 de março, quando um pedaço de madeira com pregos caiu no quintal de sua casa e quebrou a janela da sala de televisão, onde a mulher dele descansava após uma manhã de trabalho.

“Eu pedi o embargo da obra para restituir a segurança da minha família. Também solicitei indenização por danos morais e materiais, mas o mais importante é a luta pela segurança da minha família”, diz. Na manhã desta quarta-feira (11), Provinzano e o advogado dele, André Servidoni, acompanharam o oficial de justiça que levou a decisão judicial determinando o embargo da obra.

“O engenheiro foi notificado e também ficou sabendo pelo síndico do condomínio do Rômulo que outros materiais caíram em outras casas. As obras foram paralisadas ao meio -dia”, diz o advogado. Para ele, a construtora Habiarte não respeita as normas de segurança da construção civil.





“Não eram respeitados os direitos de vizinhança e as normas de construção e por isto o juiz embargou a obra por tempo indeterminado”, salienta o advogado. Por meio de nota, a assessoria de imprensa da construtora Habiarte informou que foi notificada da liminar na manhã desta quarta e vai recorrer da decisão judicial para retomar os trabalhos o mais rápido possível, apresentando toda a documentação necessária para comprovar que a obra atende às normas técnicas de segurança.

O acidente

No dia 26 de março, a funcionária pública Luciana Provinzano levou um susto enquanto descansava no sofá da sala de televisão de sua casa. Ela ouviu um barulho forte e o vidro da janela quebrar. Ao verificar o que havia acontecido, a moradora notou que um pedaço de madeira de dois metros, cheio de pregos, caiu da construção de um prédio que fica em frente ao quintal da casa dela. A madeira caiu ao lado da piscina e ela se recorda amedrontada que um de seus três filhos poderia estar brincando no fundo da casa e ter sido atingido pela madeira.

“Desde então, fiquei tão preocupada que até minha pressão subiu e tive que recorrer ao médico porque minha saúde ficou abalada”, afirma. Desde o dia do acidente, a construtora Habiarte colocou dois véus em toda a extensão do edifício para que novos materiais não caíssem no condomínio, mas Luciana não acha que a medida garanta a segurança dos moradores da casa.

“Não vai adiantar nada porque nos últimos andares que estão construindo não têm nada”, diz.

Fonte: Jornal A Cidade





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