A Prefeitura da cidade Ribeirão Preto apresentou nesta segunda-feira (29), durante o debate “Revitalização do Centro” organizado pelo jornal A Cidade, o projeto Cidade Histórica.
Elaborado por uma rede de cooperação que envolveu a participação de 32 pesquisadores de instituições públicas e privadas, o plano estabelece estratégias de revitalização do quadrilátero central.
Entre as principais ações, consta o investimento de R$ 7,2 milhões para que os fios da rede elétrica sejam aterrados em nove quarteirões, no trecho que abrange o calçadão até a rua Barão do Amazonas, onde fica o Museu de Arte de Ribeirão Preto (Marp). Apesar de apresentado, não há prazo para o projeto sair do papel.
O secretário de Obras, Abranche Fuad, disse que o valor não inclui a reforma do piso dessa região. “Ainda fazemos estudos para completar todo o orçamento. Não temos dúvida de que a rede subterrânea deixaria o visual do Centro mais bonito e limpo”, diz.
Além dos fios serem aterrados, haverá ainda uma proposta de padronização dos letreiros. A secretária da Cultura, Adriana Silva, apresentou inclusive uma animação que mostra como as fachadas dos prédios ficariam. “A beleza arquitetônica de alguns prédios está escondida. É algo que os comerciantes devem entender”, diz.
Adriana reforçou ainda que as obras antienchetes na avenida Jerônimo Gonçalves são fundamentais para o restante das ações de revitalização. “Revitalizar a fachada sem as obras antienchentes é inviável. Não haveria adesão dos proprietários. Eles iriam investir e depois gastar novamente para pintar”, explica.
Somente na terceira fase do antienchete foram aplicados recursos na ordem de R$ 52 milhões, que devem ser levantados com apoio do Governo Federal.
Corredor Histórico
No caso da rua José Bonifácio, a prefeita Dárcy Vera (DEM) ressaltou a parceria firmada com as Tintas Coral para a pintura de todas as fachadas. A empresa vai doar as tintas e o serviço será realizado por voluntários.
Outra ação envolve o Mercadão Municipal, cujas obras estão orçadas em R$ 1,6 milhão. O projeto arquitetônico já está pronto. Parte do recurso – R$ 300 mil será viabilizado por meio do Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural do Município (Conpacc).
Fonte: Jornal A Cidade