Mesmo com mais de 20 anos dedicados ao rap, para muitos Criolo, antes chamado de Criolo Doido, é um nome recente na música brasileira. Isso graças ao novo CD “Nó Na Orelha” em que o artista inova ao fugir dos clichês do gênero.
Mas a história dele é mais antiga. O início foi no bairro do Grajaú, em São Paulo, quando Kleber Gomes ainda era menino. Foi lá que ele cresceu e descobriu que levava jeito com as rimas. Em entrevista por telefone, o cantor explica como a música apareceu em sua vida.
“Tudo começou naturalmente, eu nunca pensei em trabalhar com rap. Foi através de outras pessoas próximas que ouviam rap no Grajaú, todo aquele cenário me influenciou muito”, relembra.
Criolo foi um dos idealizadores da conhecida Rinha de MC’s (mestre de cerimônia), uma das batalhas mais tradicionais de rimas improvisadas na capital paulista, em que os rappers usam a criatividade livremente para fazer versos. Realizava o evento em parceria com o amigo Dj Dan Dan.
“Eu o Dan Dan criamos um encontro de jovens que gostavam de fazer versos. Na verdade, nós queríamos um lugar pra galera se encontrar, produzir música, discutir arte, além de poder divulgar seu trabalho”, conta.
A Rinha revelou muitos rappers como Emicida, que esteve em Ribeirão no último dia 9. Mas Criolo não se gaba disso e diz que cada um é responsável pelo seu sucesso.
“O mérito é de quem sabe aproveitar as oportunidades para mostrar o seu trabalho. Eu não tenho mérito nenhum nisso”, desabafa.
Serviço
Criolo
Às 21h, no Galpão de Eventos do Sesc Ribeirão
Rua Tibiriçá, 50, Encontra Ribeirão Preto
R$ 10 (inteira), R$ 5 (estudantes e usuários matriculados) e R$ 2,50 (comerciários)
Informações:
(16) 3977-4477
Fonte: Jornal A Cidade