Região de Ribeirão Preto mantém alto índice de empresas ativas após 2 anos

A empresária Regina Helena Abrão Angerami e a filha Sofia Abrão Angerami começaram vendendo chocolates para as amigas, o negócio deu certo e hoje, sete anos depois, elas possuem uma loja com 14 funcionários em área nobre de Ribeirão Preto (SP) que vende doces finos para casamentos e outros estabelecimentos. “O boca a boca foi nossa principal propaganda”, relata Regina. Mãe e filha estão entre as 79% das micro e pequenas empresas abertas na região ribeirão-pretana que conseguiram manter-se no mercado após dois anos de atividade.

A pesquisa, feita pelo Sebrae, analisou o registro de empresas que se cadastraram na Receita Federal e após dois anos entregaram a declaração de Imposto de Renda, mostrando que continuaram ativas. O período analisado foi o ano de 2005, com registro de 5,4 mil novos negócios e o de 2006 com 5,26 mil.

Os dados colocam a região de Ribeirão Preto, formada por 27 municípios, à frente do Estado de São Paulo, que teve média de 77% de sobrevivência e empatada com estados como o Ceará, Paraíba, Roraima, também com índice de 79% de empresas ativas após dois anos de funcionamento. “Até meados da década de 80 a principal razão do empreendedor montar sua empresa era a necessidade. De lá para cá a razão de empreender tem mudado no Brasil e tem sido por oportunidade. O empreendedor identifica uma oportunidade no mercado e abre sua empresa”, afirma o superintendente do Sebrae, Bruno Caetano.





Caetano afirma que para manter a saúde financeira da empresa além de identificar a oportunidade de negócios é necessário desenvolver a capacidade empresarial e estudar o ramo de atividade. ”O empreendedor que tem sucesso demora o dobro de tempo de planejamento do que o empresário que fecha sua empresa”, diz.

Regina acrescenta que também é importante estar antenado com as tendências do mercado e nunca desapontar o cliente. “O importante é a perseverança, a capacidade, competência e seriedade, porque as pessoas confiam na gente”, conclui.

Setor de indústria tem pior desempenho
A pesquisa do Sebrae apontou o setor industrial na região de Ribeirão Preto como o pior no índice de sobrevivência de novas empresas em comparação com a área de serviços e a de comércio. Dos estabelecimentos abertos em 2005 mantiveram-se ativos após dois anos 74,4% dos empreendimentos da indústria contra 75,9% no comércio e 75,5% nos serviços.

Em 2006 a indústria aparece com 77% de índice de sobrevivência contra 79,5% do setor comercial e 79,5% no de serviços. O gerente regional do Sebrae de Ribeirão Preto, Rodrigo Matos do Carmo, afirma que os dados não são preocupantes, embora devam ser melhorados. “Não é um dado alarmante. A indústria subiu três pontos percentuais e para gente isso é um dado muito significativo”, finaliza.

Ajuda
Carmo informou que para melhorar os números do setor industrial está sendo criado um programa para auxiliar na administração de novas empresas do ramo. “Serão contratados 20 agentes especializados que vão visitar mil indústrias até o final de 2014. Eles vão visitar a empresa, fazer um diagnóstico e propor um plano de ação”, explica.

 

Fonte: G1





Deixe seu comentário