Os shows da Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto podem mudar de local no próximo ano. O lugar ainda não foi definido. Uma reunião na próxima semana entre prefeitura e a Fundação Feira do Livro fará o balanço do evento e irá discutir os casos de violência durante os shows.
Em sua 12ª edição, esta foi a primeira vez que o tumulto provocado por jovens marcou o evento. No quarto dia da feira, dez pessoas foram presas, seis eram menores de idade. Na última sexta e sábado, depois dos shows de Zizi Possi e Skank, respectivamente, houve mais confusão. A polícia teve de usar balas de borracha e gás de pimenta para dispersar jovens que estavam no tumulto.
A presidente da Fundação Feira do Livro, Isabel de Farias, não quis falar sobre os casos de violência ocorridos durante o evento. Segundo ela, a fundação só irá se pronunciar depois de ter feito o balanço dos 12 dias da feira.
De acordo com a secretária municipal de Cultura, Adriana Silva, o local dos shows deve ser discutido em reunião. No entanto, a secretária considera que o Centro seja o melhor lugar para a feira. “A feira tem que continuar no Quarteirão Paulista pela sua própria importância e em função do Theatro Pedro II“, afirma Adriana.
Ação policial
De acordo com o capitão Mauricio Rafael Jerônimo de Melo, da Polícia Militar (PM), a quebra da ordem pública conduziu a atuação da polícia. Segundo o capitão, foi utilizada munições de borracha e os disparos foram abaixo da linha da cintura.
O capitão explicou também que o emprego das técnicas de controle de distúrbios civis ocorreu pela gravidade da situação. “Não demanda apenas em razão do patrimônio, mas sobretudo em função da integridade física das pessoas presentes naquele local”.
Ainda segundo o capitão, “a ação policial poderia ter ocorrido em qualquer outro ponto da cidade e, da mesma forma, seria empregado, em função obviamente, das necessidades”, diz a nota. Porém, a PM não se pronunciou sobre a mudança do local dos shows.
Fonte: Jornal da Cidade